sexta-feira, 1 de outubro de 2010

TOPOGRAFIA - MOMENTO RELAX



Mapa topográfica de Mauna Kea, Havaí.
Topografia (do idioma grego topos, lugar, região, e graphein, descrever: "descrição de um lugar") é a ciência que estuda todos os acidentes geográficos definindo a situação e a localização deles que podem ficar em qualquer área. Tem a importância de determinar analiticamente as medidas de área e perímetro, localização, orientação, variações no relevo, etc e ainda representá-las graficamente em cartas (ou plantas) topográficas.[1]
A topografia é também instrumento fundamental para a implantação (chamadas locações) e acompanhamentos de obras como: projeto viário, edificações, urbanizações (loteamentos), movimento de terra (cubagem de terra), etc.
O termo só se aplica a áreas relativamente pequenas, sendo utilizado o termo geodésia quando se fala de áreas maiores. Para isso são usadas coordenadas que podem ser duas distâncias e uma elevação, ou uma distância, uma elevação e uma direção.
É também muitas vezes utilizado como ciência necessária à caracterização da intensidade sísmica num dado local, visto que só em locais onde a topografia é conhecida, é que são possíveis identificações de intensidade.

Índice

Campo de atuação

A topografia atua em áreas relativamente pequenas da superfície da Terra, de modo que sejam representadas particularidades da área, como construções, rios, vegetação, rodovias e ferrovias, relevos, limites entre terrenos e propriedades e outros detalhes de interesse em duas dimensões sobre os eixos Norte (Y) Este (X), e representado por meio de cotas a altimetria (Z).
As escalas de redução e detalhamento normalmente usadas na confecção de plantas topográficas variam de acordo com o fim a que se destina o referido trabalho: desde 1:50 ( lê-se um para cinquenta ) e 1:100 em representações de lotes urbanos até cerca de 1:5000 para representações de propriedades rurais.


Topografia sendo realizada em uma construção.
Um dos grandes desafios da cartografia é representar a Terra, que tem superfície curva (ela é um geóide), num plano. Isso é impossível de se fazer sem que ocorram deformações. E quanto maior a área representada, mais significativas são essas deformações. Como a topografia trata de áreas pequenas, o limite de actuação dela, o campo topográfico, é aquele em que seja possível desprezar o erro causado pela curvatura da Terra sem que haja prejuízo de precisão do levantamento topográfico. Esse campo depende da escala do trabalho, pois o erro de medida é limitado ao erro de reprodução e de acuidade visual (ou seja, o erro deve ser tão pequeno que se fosse considerado seria menor que o erro de produção ou reprodução da planta ou ainda menor que o limite visual do olho humano), e para um limite fixo de erro e escalas diferentes, o alcance da área a ser levantada varia. Para uma precisão de 1:200000, o campo topográfico é uma área com um raio de 23 quilômetros,[2] o que corresponde a mais de 1600 km².

Divisões

A topografia divide-se, basicamente, nas seguintes partes:
  • Topometria, que trata da medição de distâncias e ângulos de modo que permita reproduzir as feições do terreno o mais fielmente possível, dentro das exigências da função a que se destina o levantamento topográfico produzido com essas informações. Ela subdivide-se, ainda, em planimetria e altimetria. Na primeira, são medidos os ângulos e distâncias no plano horizontal, como se a área estudada fosse vista do alto. Na segunda, são medidos os ângulos e distâncias verticais, ou seja, as diferenças de nível e os ângulos zenitais. Nesse caso, os levantamentos elaborados são representados sobre um plano vertical, como um corte do terreno;
  • Topologia, como subdivisão da topografia, é a parte que trata da interpretação dos dados colhidos através da topometria. Essa interpretação visa facilitar a execução do levantamento e do desenho topográfico, através de leis naturais do relevo terrestre que, quando conhecidas, permitem um certo controle sobre possíveis erros, além de um número menor de pontos de apoio sobre o terreno;
  • Taqueometria, a divisão que trata do levantamento de pontos de um terreno, in loco, de forma a se obter rapidamente plantas com curvas de nível, que permitem representar no plano horizontal as diferenças de níveis. Essas plantas são conhecidas como plani-altimétricas;
  • Fotogrametria é a ciência que permite conhecer o relevo de uma região através de fotografias. Inicialmente as imagens eram tomadas do solo, mas, atualmente elas são produzidas principalmente a partir de aviões e satélites. Nesses casos de sensoriamento remoto, são usados os conhecimentos da estereoscopia, de modo que seja possível perceber o relevo da região fotografada ou imageada e medir as diferenças de nível, para se produzir as plantas e cartas;

Instrumentos utilizados

  • Fio de prumo
  • Teodolito - Equipamento onde se faz leituras angulares verticais e horizontais com precisão
  • Nível - Equipamento utilizando para transporte de niveis, altimetria
  • Estação Total - Teodolito que faz leituras angulares digitais, distancias e armazena internamente
  • GPS - Receptor de sinais de satelites de uma ou dupla frequencia das orbitas GPS, Glonass ou Galileu
  • Estádia - Equipamento para medir a distancia entre dois pontos em Taqueometria
  • Baliza topográfica
  • Estaca - Vertice materializado em campo para futuras identificações e/ou identificação de um eixo de um projeto, com distancias equidistantes normalmente de 20 em 20 metros

Referências

  1. Batimetria ( também do grego: Bathus (profundo) e metron = medida) , é a descrição gráfica do fundo de lagos, rios e oceanos, também fazendo parte da topografia.
  2. LOCH, CORDINI, 2000, pp. 34-35.

Ver também

Ligações externas

  • MoGeo Mapas Mapa topográfico do Brasil gratuito para GPS Garmin. Desenvolve mapas personalizados para GPS.

Bibliografia

BORGES, Alberto de Campos. Topografia. São Paulo: Edgard Blüncher, 1977.
ESPARTEL, Lélis. Curso de topografia. 7. ed. Porto Alegre: Globo, 1980.
LOCH, Carlos; CORDINI, Jucilei. Topografia contemporânea: planimetria. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2000. ISBN 85-328-0039-4

Postado por Sancho Neto

CARTOGRAFIA - MOMENTO RELAX

Cartografia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Mapa antigo de 1627
Mapa da América do Sul de 1750
Cartografia (do grego chartis = mapa e graphein = escrita) é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas. O vocábulo foi pela primeira vez proposto pelo historiador português Manuel Francisco Carvalhosa, 2.º Visconde de Santarém, numa carta datada de 8 de Dezembro de 1839, de Paris, e endereçada ao historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, vindo a ser internacionalmente consagrado pelo uso. Das muitas definições usadas na literatura, colocamos aqui a atualmente adaptada pela Associação Cartográfica Internacional (ACI):
Conjunto dos estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que intervêm na elaboração dos mapas a partir dos resultados das observações directas ou da exploração da documentação, bem como da sua utilização
A cartografia encontra-se no curso de uma longa e profunda revolução, iniciada em meados do século passado, e certamente a mais importante depois do seu renascimento, que ocorreu nos séculos XV e XVI. A introdução da fotografia aérea e da detecção remota, o avanço tecnológico nos métodos de gravação e impressão e, mais recentemente, o aparecimento e vulgarização dos computadores, vieram alterar profundamente a forma como os dados geográficos são adquiridos, processados e representados, bem como o modo como os interpretamos e exploramos.

Índice

[esconder]

[editar] Os primeiros mapas

A função dos mapas é prover a visualização de dados espaciais e a sua confecção é praticada desde tempos pré-históricos, antes mesmo da invenção da escrita. Com esta, dispomos de mapas em placas de argila sumérias e papiros egípcios. Na Grécia antiga, Aristóteles e Hiparco produziram mapas com latitudes e longitudes. Em Roma, Ptolomeu representou a Terra dentro de um círculo.

[editar] A Cartografia medieval

Embora durante a Idade Média o conhecimento geográfico tenha conhecido uma relativa estagnação na Europa ocidental, confinado ao domínio eclesiástico, foram produzidos os mapas OT (orbis terrarum): um T composto pelas águas (Mar Mediterrâneo, Mar Negro e rio Nilo), separando as terras (Europa, Ásia ocidental e Norte de África), dentro de um O (o mundo).
No mundo árabe, ao contrário, desde 827 o califa Al Mamum havia determinado traduzir do grego a obra de Ptolomeu. Desse modo, através do Império Bizantino, os árabes resgataram os conhecimentos greco-romanos, aperfeiçoando-os.

[editar] A Cartografia da Idade Moderna

Com a reabertura comercial do Mar Mediterrâneo, especialmente a partir do século XI, os mapas ganharam mais importância, particularmente entre os árabes, que prosseguiram com o seu desenvolvimento.
Em poucos séculos, os mapas de navegação marítima, que passaram a ser grandemente valorizados na região mediterrânica, associados aos progressos técnicos representados pela bússola, pelo astrolábio e pela caravela, permitiram o processo das grandes navegações, marcando a passagem para a Idade Moderna. Os portulanos introduziram a rosa-dos-ventos e motivos temáticos passaram a ilustrar as lacunas do conhecimento geográfico.
Embora a cartografia portuguesa haja conhecido avanços técnicos significativos durante o século XV, será superada, já no século XVI, pela cartografia holandesa, responsável pela publicação e universalização das representações cartográficas, devido aos baixos custos introduzidos pela moderna impressão.

[editar] Os mapas atuais

Moderno mapa ilustrado.
Os mapas, antiga e tradicionalmente feitos usando material de escrita, a partir do aparecimento dos computadores e dos satélites conheceram uma verdadeira revolução. Atualmente são confeccionados utilizando-se softwares próprios (Sistemas de Informação Geográfica) (SIGs, CAD ou softwares especializados em ilustração para mapas). Os dados assim obtidos ou processados são mantidos em base de dados. A tendência atual neste campo é um afastamento dos métodos analógicos de produção e um progressivo uso de mapas interativo de formato digital.
O departamento de cartografia da Organização das Nações Unidas é o responsável pela manutenção do mapa mundial oficial em escala 1/1.000.000 e todos os países enviam seus dados mais recentes para este departamento.

[editar] A cartografia histórica no Brasil

Os estudos de cartografia histórica, no Brasil, estão ligados ao processo histórico de confecção de mapas descritivos do seu território. Entre as instituições que se destacam neste segmento de estudo apontam-se:

[editar] A cartografia temática

Na cartografia temática temos convenções e símbolos cartográficos que são símbolos e cores utilizados para representar os elementos desejados. Existe uma padronização internacional de símbolos e cores para facilitar a leitura e interpretação dos mapas, em qualquer parte do mundo.

[editar] Bibliografia

  • ROBINSON, A. H.. Elements of Cartography (6th. ed.). New York: John Wiley & Sons, Inc., 1995.
  • DREYER-EIMBCKE, O. O descobrimento da Terra: história e histórias da aventura cartográfica. São Paulo: Ed. Melhoramentos EDUSP. 1992.
  • HARLEY, J. B. A nova história da cartografia. O Correio da Unesco, 19 (8): 4-9, 1991.
  • LIBAULT, C. O. A. Geocartografia. São Paulo: Ed. Nacional/EDUSP. 1975.
  • LOCH, R.E.N. Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados espaciais. Florianópolis: Editora da UFSC. 2006.
  • MARTINELLI, M. Mapas da Geografia e Cartografia Temática. São Paulo: Contexto. 2003. 112p.
  • OLIVEIRA, C. Curso de cartografia moderna. Rio de Janeiro: Ed. IBGE. 1988.
  • OLIVEIRA, C. Dicionário Cartográfico. Rio de Janeiro: IBGE. 1983.
  • QUEIROZ FILHO, A. P. A escala nos trabalhos de campo e laboratório. In: VENTURI, L.A.B. Praticando Geografia. São Paulo: Oficina de Texto. 2005, p.55-67.
  • RAISZ, Erwin - Cartografia geral. Rio de Janeiro: Ed. Científica. 1969.
  • ROBINSON, A.H,; MORRISON, J.L.; MUEHRCKE, P.C.; KIMERLING. A.J.; GUPTILL, S.C. Elements of Cartography. 6ª edição. New York: John Wiley & Sons, 1995.
  • HARLEY, J. B. A nova história da cartografia. O Correio da Unesco, 19 (8): 4-9, 1991.
  • LIBAULT, C. O. A. Geocartografia. São Paulo: Ed. Nacional/EDUSP. 1975.
  • LOCH, R.E.N. Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados espaciais. Florianópolis: Editora da UFSC. 2006.
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  • OLIVEIRA, C. Curso de cartografia moderna. Rio de Janeiro: Ed. IBGE. 1988.
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  • QUEIROZ FILHO, A. P. A escala nos trabalhos de campo e laboratório. In: VENTURI, L.A.B. Praticando Geografia. São Paulo: Oficina de Texto. 2005, p.55-67.
  • RAISZ, Erwin - Cartografia geral. Rio de Janeiro: Ed. Científica. 1969.
  • DREYER-EIMBCKE, O. O descobrimento da Terra: história e histórias da aventura cartográfica. São Paulo: Ed. Melhoramentos EDUSP. 1992.
  • HARLEY, J. B. A nova história da cartografia. O Correio da Unesco, 19 (8): 4-9, 1991.
  • LIBAULT, C. O. A. Geocartografia. São Paulo: Ed. Nacional/EDUSP. 1975.
  • LOCH, R.E.N. Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados espaciais. Florianópolis: Editora da UFSC. 2006.
  • MARTINELLI, M. Mapas da Geografia e Cartografia Temática. São Paulo: Contexto. 2003. 112p.
  • OLIVEIRA, C. Curso de cartografia moderna. Rio de Janeiro: Ed. IBGE. 1988.
  • OLIVEIRA, C. Dicionário Cartográfico. Rio de Janeiro: IBGE. 1983.
  • QUEIROZ FILHO, A. P. A escala nos trabalhos de campo e laboratório. In: VENTURI, L.A.B. Praticando Geografia. São Paulo: Oficina de Texto. 2005, p.55-67.
  • RAISZ, Erwin - Cartografia geral. Rio de Janeiro: Ed. Científica. 1969.
  • ROBINSON, A.H,; MORRISON, J.L.; MUEHRCKE, P.C.; KIMERLING. A.J.; GUPTILL, S.C. Elements of Cartography. 6ª edição. New York: John Wiley & Sons, 1995.
wikipedia:

Postado por Sancho Neto